domingo, 17 de agosto de 2014

Inovação e determinação, as chaves do sucesso

As empresas nada mais são do que as pessoas que as administram. Então é preciso que estas sejam sonhadoras, inovadoras e determinadas, caso contrário poderão estar fadadas ao insucesso.


Manter-se constantemente motivado na vida familiar e profissional é uma tarefa árdua. É comum encontrarmo-nos prontos para desistir devido às inúmeras dificuldades diárias. Por vezes parece que tudo conspira contra nós. Desejamos fazer algo que consideramos justo e importante, mas surgem tantas barreias que fazem parecer ser melhor desistir antes de nos depararmos com colegas, clientes ou fornecedores que nos taxarão de complicados, chatos, sonhadores, “dinheiristas” ou qualquer outro rótulo que poderá nos destruir.

Você pensa que as grandes mudanças pelas quais o mundo passou foram resultado de imediata aclamação e exaltação?

·         Quando Henry Ford desejou produzir em série - linha de produção - todos consideraram uma loucura. Ele venceu, pois criou uma nova forma de produzir muito mais com menos;
·         Quando Galileu defendia, contra todos, que a Terra não era o centro do universo, quase lhe tiraram a vida, mas ele estava certo;
·         Quando, nos Estados Unidos, Rosa Parks, uma senhora negra de meia-idade, se recusou a levantar para ceder o lugar a um homem branco nos anos 1950, a julgaram insana. Mas este ato pacífico de desobediência civil revolucionou o país discriminatório e racista.

As grandes transformações só acontecem porque surge alguém que pensa completamente diferente dos demais. Este são, normalmente, apedrejados, mas se forem determinados poderão atingir o sucesso e ser registrados na história como uma pessoa que contribuiu para o mundo ser um pouco melhor.

Temos de aprender a aprender, conforme disse Aristóteles. “Pois as coisas que temos de aprender antes de fazê-las, nós aprendemos fazendo-as”. Também é necessário ser mais determinados. “Eu me recuso a reconhecer que existam impossibilidades”, disse Ford.

Com este artigo, inspirado nas pessoas que se tornaram ilustres, conclamo os contadores para buscar a eficiência na prestação dos serviços com o investimento nas tecnologias e o seu poder de criar para reduzir o tempo e a forma de executar as tarefas. Assim será possível competir com os baixos honorários, mas com lucratividade cada vez maior, como aconteceu na Ford Motor Company.

Acredite que sempre é possível fazer melhor e opte por correr alguns riscos.

Tags: Determinado, inovar, Ford, Aristóteles, sonhar, honorário, contador

Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro "Honorários Contábeis" e membro da Copsec do Sescap/PR.

17/08/2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inadimplência e perdas com clientes são itens distintos – Parte II

Em artigo anterior tratamos da inadimplência, que é o atraso no recebimento dos clientes. Neste abordaremos a importância do controle das perdas, ou seja, a falta do recebimento em definitivo.

A simples inadimplência foi interpretada como atraso temporário do pagamento do compromisso por parte do cliente. Definimos como “simples” porque a perda é mais dolorosa e pode representar 100% do serviço prestado ou do bem comercializado. Assim podemos dizer que perda é a privação de uma coisa que se possuía, um prejuízo ou um dano, podendo ser parcial ou total.

Antes da declaração de perda deve-se ter certeza de que o processo de inadimplência foi realizado e que todas as possibilidades para viabilização do recebimento foram esgotadas. Em alguns casos a perda poderá ser anunciada logo no vencimento, ou até antes, isto quando acontece o golpe nas mais diversas modalidades. Uma pessoa ou mais planeja o ataque: faz compras com documentos falsos e desaparece. Quando isto acontece, normalmente a única ação é o registro da reclamação na polícia para posterior contabilização do prejuízo. Tal façanha acontece com menos intensidade na prestação de serviços.

Confirmada a perda, ou seja, decorrido o processo da cobrança administrativa e judicial, resta apenas efetuar o controle deste índice para que o mesmo não ultrapasse os limites pré-estabelecidos, suficientemente para colocar em risco a continuidade do empreendimento.

Na apuração do índice de perda, quanto maior for o período utilizado, mais preciso será o cálculo. A conta é feita com base no histórico de perdas. Quando a empresa inicia as atividades deverá pesquisar o índice do ramo de atividade em que atuará. Aquelas que já estão há algum tempo no mercado deverão fazer com base em seus dados para saber se a política de crédito está adequada e inclusive apreciar as pessoas que compõem o setor de crédito e cobrança.

O período a ser utilizado deve ser aquele em que todas as possibilidades de cobrança foram esgotadas. Para conhecer o índice médio de perdas com clientes é necessário, primeiramente, saber qual é o prazo de pagamento oferecido nas vendas. Em nosso exemplo vamos considerar 30/45/60 dias do faturamento. Outra informação necessária é definir quando decretar o compromisso perdido depois de vencido. Aqui, para exemplificar, adotaremos 120 dias do vencimento.

Desta forma, para o exemplo acima, a venda que foi realizada há mais de 180 dias (60 de prazo para o pagamento e mais 120 de vencido) já será tratada como perda, mas naturalmente nunca deixamos de ter esperança de recebê-la um dia.


Para calcular o índice de perda tome o faturamento máximo possível do período que antecede os seis meses (180 dias) e, do mesmo intervalo, os valores perdidos. Divida o menor pelo maior e descubra o índice de perda do seu negócio. Este índice deve ser considerado no momento de precificar o serviço, mercadoria ou produto.

Tags: perda, inadimplência, índice, cobrança

Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro "Honorários Contábeis" e membro da Copsec do Sescap/PR.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

“Isto é Conta de Contador”...

Jargão de péssimo gosto de um representante do Governo Federal tenta desvalorizar a classe contábil. Será que ele tem razão naquilo que falou?

No domingo passado (27/07/14), na Globo News, três economistas indicados pelos candidatos à presidência da República, Aécio Neves (PSDB), Dilma Rouseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) foram entrevistados para discutir as propostas dos concorrentes ao cargo máximo do executivo nacional.

O economista Márcio Holland, indicado da petista, esforçou-se muito para defender a política atrapalhada que Dilma vem comandando, mas claramente foi trucidado pelos adversários. No decorrer do debate, Gianetti, que representou Eduardo Campos, chegou a dizer ao colega: "Entendo sua posição de ter que defender o que foi feito nos últimos anos, mas não dá pra tapar o sol com a peneira."

Em minha opinião, o momento mais deplorável do representante da presidente e candidata à reeleição aconteceu quando ele atacou gratuitamente a classe contábil, aquela mesma que é a principal parceira do governo, segundo eles, para a legalização das empresas e a redução da sonegação tributária.

Este "economista", ao tentar se defender do abuso do governo ao conceder empréstimos incentivados do BNDES, mas que não está pagando a conta, rebateu dizendo que isto "é conta de contador". É notório que o objetivo dele foi dizer que os números não podiam ser vistos com a simplicidade ponderada pelos adversários. Tentou dizer que 2 mais 2 necessariamente não deve ser 4, mas pode ser 5, 10 ou 20. Claramente observou-se o famoso jeitinho brasileiro tão banalizado, especialmente no meio político.

Naquele momento fiquei muito desapontado por observar pessoas pagas com os nossos tributos fazendo uso de emissoras com alta audiência para proferir absurdos e tentar banalizar o trabalho sério da classe contábil brasileira. Mas refleti muito no decorrer da semana e observei que, sem querer, ele falou a verdade. Conta de contador é exata! 2 mais 2 sempre foi 4 e para os contadores nunca deixará de ser.

Ao interpretar um número, por exemplo, o Índice de Liquidez que o balanço aponta para 0,8, não dizemos qualquer outro número, pois a verdade é exatamente 0,8. Os contadores podem e fazem análises com mais profundidade. Vejamos, a título de exemplo, algumas análises proferidas pelos contadores:

    . No exercício anterior o índice foi maior, porém neste os investimentos para o aumento da produção exigiram a redução da liquidez imediata.

    . A tendência para os próximos dois exercícios é que o índice caia um pouco mais, podendo chegar a 0,6, mas depois voltará a crescer até chegar ao desejável, que é 1,2.

    . Observem que o índice de liquidez caiu, mas a lucratividade teve crescimento de 5% em relação ao ano anterior.

No exemplo acima, vejam que foi justificado o mau desempenho de um indicador com informações verdadeiras, sem necessidade de mentiras ou ofensas. Está é a atitude do contador.

Parabéns, contadores, e continuem fazendo Conta de Contadores, pois aos poucos conseguiremos transformar o Brasil numa nação séria. Elegeremos representantes honestos e estes indicarão auxiliares igualmente honestos que jamais aceitarão cargos para mentir ou ofender o seu povo.

Leia sobre a entrevista em http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/07/28/internas_economia,552778/economistas-de-presidenciaveis-debatem-cenario-economico.shtml

Tags: conta, contador, Dilma, Holland, economista,


Gilmar Duarte da Silva é contador, diretor do Grupo Dygran, palestrante, autor do livro "Honorários Contábeis" e membro da Copsec do Sescap/PR.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Inadimplência e perdas com clientes são itens distintos

Muitas vezes parece que inadimplência e perda tratam-se da mesma coisa, mas são totalmente diferentes. O controle de ambas é de vital importância, pois se for malfeito pode colocar o empreendimento em "maus lençóis".

O cliente contrata o serviço ou produto do fornecedor e espera recebê-lo dentro do prazo combinado, para que consiga também honrar os seus compromissos. Infelizmente e por diversos motivos o atraso no recebimento pode ser significativo em alguns ramos de atividade. Assim, é necessário conhecer a média da inadimplência no ramo da sua empresa e sempre que possível ter capital de giro para suportar.

Conhecida a média da inadimplência no seu ramo de negócio, o primeiro passo é manter rigoroso controle para não extrapolá-lo, e o segundo é ir em busca da eficiência, ou seja, deixar o atraso dos clientes o mais próximo possível de zero.

O atraso dos clientes, conforme já foi dito, acontece por diversos motivos e podemos classificá-los em dois: internos e externos.

Causas internas: provocadas pelo fornecedor, podem ser classificadas em negligência ou opção pelo risco. A negligência ou a falha interna deve ser imediatamente constatada, analisada e corrigida. Quando a causa interna foi consequência de opção por assumir o risco resta rever a política interna e se há necessidade de adequação.

Causas externas: as causas externas ocorrem quando não há erro ou culpa do fornecedor, mas fatos impossíveis de ser previstos. As principais causas externas e que devem ser rigorosamente acompanhadas são: cliente com problemas momentâneos, mercado, crise, desemprego, ações de governo e fatores econômicos internacionais.

Ao dar início ao processo de cobranças do cliente inadimplente primeiramente deve-se buscar saber qual é o motivo da não quitação do título. Se foi por causas internas (do fornecedor), como, por exemplo, a falta de entrega do serviço ou produto, será necessário regularizar a falha e pactuar novo prazo de vencimento.

O cálculo da inadimplência pode ter bases (faturamento) diferentes de acordo com o ramo de atividade. Para as empresas contábeis sugerimos totalizar os honorários vencidos há mais de 30 dias, mas com reais possibilidades de recebimento, e dívida pelo faturamento do último mês que faz parte dos atrasos. A Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) deste ano apontou 10,8% de inadimplência no ramo.


Na próxima semana escreveremos sobre as perdas com recebimentos de clientes que é diferente da inadimplência.


Tags: inadimplência, perda, PNEC, honorários, atraso, recebimento

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pesquisa de mercado amplia e qualifica conhecimentos

A pesquisa é a ferramenta que permite aprofundar conhecimentos. Ela pode ser aplicada em qualquer área, inclusive no meio empresarial, para conhecer o comportamento dos clientes.

A pesquisa de mercado bem estruturada gera resultados excepcionais antes mesmo de ser colocada em ação, ou seja, só o fato de planejar faz com que entendamos mais o objeto de estudo. O alvo deve estar claro a fim de que os questionamentos sejam precisos. Em caso de muitas dúvidas suscitadas junto ao público é melhor que a pesquisa seja dividida e aplicada em tempos diferentes para que as conclusões sejam nítidas.

Infelizmente as ferramentas de pesquisas são pouco utilizadas pelas pequenas empresas e os principais motivos alegados são o desconhecimento da metodologia e o alto custo das mesmas.

        O auxílio do profissional especializado em pesquisas contribuirá para a obtenção de melhores resultados. Nos casos em que esta contratação não for possível orientamos se aprofundar no processo inconsciente que leva qualquer cliente à tomada de decisão, pois dará mais subsídios para a implantação da pesquisa. Este modelo genérico está dividido em quatro etapas:

        . reconhecimento da necessidade;
        . busca de informações;
        . avaliação das alternativas;
        . opção (processo de decisão).

        O processo mais assertivo para conhecer o mercado é compreender como um negócio se concretiza. Para isso é indispensável analisar o comportamento dos consumidores, fornecedores e da concorrência. A observação e a pesquisa são peças fundamentais para este método, capaz de retratar fielmente nichos lucrativos de produtos ou serviços.

        A investigação começa no planejamento. Discutir amplamente o que se deseja saber, quais perguntas que devem ser formuladas e como abordar o cliente são os pontos prioritários. A aplicação da pesquisa, ou seja, a coleta das informações primárias pode ser feita com a adoção das seguintes ferramentas:

        . entrevista (telefone ou pessoalmente);
        . pesquisa (internet ou pelos Correios);
        . questionários (internet ou pelos Correios).

        Invista no estudo dos aspectos que envolvem a tomada de decisão, pois contribuirá para melhor elaborar a entrevista, pesquisa ou questionário, e os resultados serão contundentes.

        A pesquisa de mercado poderá abrir os nossos olhos e permitir a descoberta de oportunidades de negócios. Assim também sairemos na frente dos concorrentes.


Tags: pesquisa, oportunidades, investigar, entrevista, decisão

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Como calcular o valor do honorário contábil?

Os dois questionamentos mais comuns no dia a dia do contador referem-se à forma de calcular o valor do honorário e o que fazer para competir com colegas que praticam valores tão baixos.

Acredito que você também já teve ou tem esta dificuldade e que o assunto é constantemente o tema de longos bate-papos com os colegas. Há outras perguntas difíceis de serem respondidas, mas talvez esta seja de mais peso: como pode tal escritório fazer a contabilidade por apenas este valor?

Histórias de empresários contábeis que perderam clientes para um colega que promete fazer os mesmos serviços com 50% ou mais de desconto são bastante comuns. Mas o que está acontecendo? Eu não sei calcular o valor justo, o colega está prostituindo o mercado ou os dois juntos?

A prostituição do mercado não acontece somente com os contadores, mas em todas as atividades com grande oferta de serviços, de maneira que hoje não iremos nos ater a este tema, naturalmente de grande relevância. Apenas digo que precisamos aprender a vender o que temos de melhor, que é a qualidade dos serviços.

O simples fato de comparar o honorário com determinadas tabelas disponíveis na internet ou com valores praticados pelos grandes escritórios não é sinônimo de garantia de preço justo. A forma como o serviço é executado pode fazer com que a sua empresa tenha alto custo de produção e consequente baixa rentabilidade, ao passo que outra empresa lucre, mesmo praticando valor um pouco menor, devido à eficiência produtiva.

É necessário calcular os honorários primeiramente com base nos custos, depois comparar com a concorrência e enfim identificar o valor percebido pelo cliente. Comparar com a concorrência é fácil e é o que a maioria faz. Identificar o valor percebido pelo cliente é mais difícil, mas de forma bastante resumida é prestar atenção no cliente para saber quais os benefícios que ele espera do serviço e, em função disso, cobrar mais ou menos. Nenhuma das duas formas citadas garante que o preço de venda definido irá gerar lucratividade. Então é o momento de calcular com base no custo.

Para precificar com base nos custos é preciso saber quantas horas de suas e dos colaboradores é possível vender, encontrar os custos diretos e indiretos da mão de obra e demais gastos e então dividir pelo número de horas vendidas. Nestes custos devem ser adicionadas as despesas de comercialização (tributos, comissões, responsabilidade civil etc.) e o lucro para encontrar o preço de venda.

De posse do preço de venda basta multiplicá-lo pelas horas investidas. Este é o honorário justo! Como conhecer o tempo investido no cliente? Adotando uma planilha eletrônica ou, ainda melhor, um software específico para facilitar o trabalho.


Este tema é amplamente abordado no livro “Honorários Contábeis”, que o auxiliará na implantação desta simples e produtiva metodologia.

Tags: honorário, tabela, prostituição, contabilidade.

terça-feira, 8 de julho de 2014

O imposto na nota fiscal pode ser o começo do fim

Um dia precisamos acordar para a importância necessária a este assunto, pois mais de 1/3 da nossa renda vai para as mãos do governo. É muito dinheiro!

A transparência tributária tão sonhada pelos brasileiros de bem aos poucos está sendo implantada e deverá ser fiscalizada. Constar na nota fiscal o valor equivalente ao total dos impostos naquela compra é de fundamental importância para que os cidadãos tomem consciência da significativa parcela que vai para o bolso do governo e deveria retornar para população na forma de educação, transporte, segurança etc.

Em 8 de dezembro de 2012 a Lei 12.741 foi assinada, definindo o prazo de um ano para a implantação e posterior sanções aos infratores, mas houve prorrogações e agora o prazo termina em 31 de dezembro de 2014.

Queremos, neste artigo, sugestão de um amigo leitor, chamar atenção para a importância de destacar o tributo, mas se este não for pago do que adiantou apontar na nota fiscal de venda ou fixar em local visível do comércio?

Sabemos que ainda existem muitos “jeitinhos” para não pagar tributos que geram a concorrência desleal. Destaco três formas grotescas que talvez sejam as mais praticadas na atualidade:
  • Empresários que declaram o tributo, mas não o recolhem à espera de leis generosas com prazos elásticos para o pagamento;
  • “Maracutaias” que reduzem os tributos a valores ínfimos;
  • Empresas com sócios “laranjas” que de tempos em tempos são desativadas e o governo não recebe o valor correspondente.

Esclarecer ao consumidor o valor do tributo na comercialização é apenas parte daquilo que é necessário, pois de nada servirá se o mesmo não chegar aos cofres públicos.

Sugiro algumas medidas que devem ser estudas pelos poderes legislativo e executivo e talvez transformadas em lei:
  • Obrigar os contribuintes a fixar a certidão negativa dos tributos federais, estaduais e municipal em local visível e atualizada semanalmente;
  • Imprimir na nota fiscal a informação se os tributos são ou não recolhidos regularmente;
  • Constar em nota fiscal e local visível se o contribuinte frequentemente faz uso dos parcelamentos de tributos;
  • Informar a data do início da atividade, pois assim o consumidor saberá se a empresa que existe há muitos anos foi constituída (outra vez) há poucos meses.

Com estas simples medidas os consumidores terão a opção de comprar de empresas sérias, que recolhem seus tributos em dia e geram caixa para o governo investir em programas sociais, especialmente na educação. Com o amadurecimento da conscientização dos cidadãos conseguiremos deixar de ocupar os primeiros lugares das nações que mais cobram tributos do povo e muito pouco oferecem em troca, como as infames aposentadorias.


Atenção: de toda a renda dos brasileiros, mais de 1/3 vai para as mãos do governo, através dos tributos. Portanto, outro importante passo que devemos tomar é a fiscalização cerrada dos homens que administram o dinheiro público.

Tags: tributos, imposto, arrecadação, governo, 12.741, transparência

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Pesquisa do CFC: Perfil do contador brasileiro

Mais uma pesquisa que apresenta o perfil e as dificuldades encontradas pela classe contábil. A colaboração do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e conselhos regionais é determinante para atingir 12.544 respostas.

Conhecer como atuam os contadores do Brasil é de fundamental importância para saber quais são as principais dificuldades da classe a fim de auxiliá-los. Os professores Ricardo Lopes Cardoso e André Carlos Busanelli de Aquino, com o apoio do sistema CFC/CRCs, lançaram a "Pesquisa Perfil do Profissional da Contabilidade 2012/13", cujo resultado está disponibilizado gratuitamente no portalcfc.org.br.

Recentemente foi divulgado o resultado Pesquisa Nacional das Empresas Contábeis (PNEC) realizada nos mesmos moldes desta, ou seja, com participação anônima e voluntária. A pesquisa do CFC representou 2,5% do universo de contadores e técnicos.

Abaixo transcrevo e comento alguns dos números revelados pela pesquisa:

- 21% tem sua própria empresa de contabilidade/auditoria, 9% são autônomos e 11% são funcionários das empresas contábeis. Chamo a atenção que quase 27% são funcionários das demais empresas da iniciativa privada. Assim é possível concluir que as empresas contábeis são formadas por grande parcela de funcionários que não estão registrados junto ao CRC;

- Mais de 60% gozam menos de 15 dias de férias anualmente. Este número revela a dificuldade da administração do tempo ou a necessidade de trabalhar para aumentar a renda;

- 37,4% desenvolvem paralelamente outras atividades com o objetivo da complementação da renda e/ou porque se trata de uma atividade complementar. As principais atividades citadas são consultor, professor, desenvolvimento de software, comércio e produtor rural;

- Quase 70% responderam que 80% ou mais da renda é proveniente da atividade contábil; 8% disseram que a renda proveniente da atividade contábil não passa de 40% da receita total;

- As principais dificuldades apontadas, já conhecidas de todos nós e também reveladas pela PNEC são:
            1) Burocracia dos órgãos públicos (78,6%);
            2) Constantes mudanças na legislação (76,8%);
            3) Falta de valorização pela sociedade (76,4%);
            4) Carência de bons cursos a preço acessível (68,1%);
            5) Falta de unidade da classe (65,6%);
            6) Concorrência desleal (57,7%).


Esta pesquisa é mais uma ferramenta importante para conhecer a realidade, mas de pouca utilidade se ficar somente nisto. Precisamos buscar soluções para ajudar a solucionar os principais entraves na vida dos contadores que sabiamente estão elencados nesta pesquisa.


Tags: pesquisa, CFCCRC, contador, honorário

segunda-feira, 23 de junho de 2014

NÓS, CONTADORES, E A SALVAÇÃO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

A constituição e a mortalidade de empresas são tratadas friamente em pesquisas e estatísticas nem sempre muito confiáveis. Uma ferramenta capaz de mudar o cenário real e virar o jogo de uma vez por todas está muito perto do governo e dos contribuintes.

A empresa é o resultado do sonho de uma ou mais pessoas físicas que colocam suas aspirações em prática. O ideal, aos poucos, se transforma num conjunto de ações bem coordenadas e oferece trabalho para o sustento de muitas famílias. O contrário também pode acontecer: um pesadelo com profundas marcas que só o tempo conseguirá apagar.

É função do governo oferecer condições para o surgimento e o fortalecimento desses empreendimentos, pois as empresas são as maiores geradoras das riquezas de um país.

A publicação recorrente de pesquisas a respeito do crescimento do número de empresas constituídas e também das baixadas suscita grande desconfiança, especialmente por parte dos contadores, quanto à eficiência dos resultados apresentados. A título de exemplo citamos uma pesquisa do Sebrae-SP que, baseado em dados compreendidos entre 2000 e 2005 fornecidos pela Junta Comercial de São Paulo, concluiu que 27% das empresas encerram as atividades no primeiro ano e apenas 36% permanecem em atividade após o sexto ano.

Infelizmente, muitos “empreendedores” fazem uso de subterfúgios para deixar de honrar compromissos com terceiros, inclusive o governo. Empresas podem se transformar em duas, três ou mais apenas nos órgãos governamentais, quando, em realidade, trata-se de uma só. Também se baixam empresas sem que as atividades sejam encerradas. A pergunta que fica é: como obter dados estatísticos verdadeiros para criar ações de proteção e auxílio?

Num país em que os espertalhões enriquecem injustamente, a exemplo dos “anões do congresso”, “mensalão”, do ex-juiz trabalhista Nicolau dos Santos Neto e, mais recentemente, do doleiro Carlos Alberto Youssef, sobram péssimos exemplos para incentivar a nação a buscar meios de crescer de forma justa e ordeira. Alguns empresários reclamam dos administradores públicos, esquecendo-se das inúmeras vezes em que fazem uso dos mesmos expedientes. A punição aos corruptos/espertalhões deve alcançar todos os agentes, públicos e privados.

O projeto de Lei 113/2011, que está tramitando na Câmara dos Deputados, pretende implantar o não pagamento de tributos, nos primeiros quatro anos, para as micros e pequenas empresas incluídas no Simples Nacional. A intenção é permitir que estas empresas só contribuam com os cofres públicos quando começarem a obter lucro. A intenção é muito boa, mas os empresários dificilmente começarão a lucrar sem assessoria profissional. Ao final dos quatro anos baixarão a empresa e constituirão outra em nome de terceiros, engrossando os equivocados índices de abertura de encerramentos de empresas no Brasil e desperdiçando dinheiro público.

Segundo a pesquisa acima citada, 28% dos ex-proprietários das empresas que encerraram as atividades disseram que a salvação poderia ter sido um empréstimo bancário. Para 18% deles, uma consultoria empresária impediria o naufrágio.

O mercado dispõe de excelentes contadores capazes de assessorar estes empresários, mas estes, infelizmente, contratam o profissional mais barato, acreditando assim reduzir as despesas e crescer mais rapidamente. O governo deveria criar uma ferramenta para remunerar o contador que auxilia o empresário em sua gestão, pois certamente a nação ganhará muito mais do que simplesmente deixar de recolher tributos por quatro anos.

Esta orientação poderá contribuir com a veracidade das estatísticas. Os contadores, por sua vez, investirão sua experiência para ajudar o Brasil e ainda poderão fidelizar os clientes.

Tags: pesquisas, estatística, mortalidade, abertura, constituição, empresas,

domingo, 15 de junho de 2014

Praticar honorários justos é vantajoso para todos!

Como desejar ser bem remunerado sem ao menos conhecer a metodologia de calcular o valor justo? Dê o primeiro passo e tenha a certeza que toda a sociedade irá lucrar com esta atitude.

Uma ação mal executada provoca estragos enormes, como empurrar a primeira peça de uma fileira de dominó.  Da mesma forma, uma atitude bem planejada gera incontáveis benefícios em efeito cascata para o bem coletivo - fornecedor, cliente, colaborador e sociedade.

O cliente normalmente deseja preços cada vez mais baixos sem analisar as consequências que tal exigência poderá gerar. Pretender altos lucros pensando apenas numa pessoa ou empresa jamais trará resultados positivos para a coletividade e, na maioria das vezes, nem mesmo para aquela única empresa. Fornecedores e colaboradores que recebem valores baixos não conseguem oferecer mercadorias ou serviços de qualidade por muito tempo.

Vejam o que o efeito dominó poderá provocar com a prática de valores justos nos honorários do contador:

·         Empresas contábeis eficientes.
o   praticar preços justos é diferente de cobrar caro ou barato, mas aplicar corretamente os custos e margem de lucro digna;
o   com a gestão do tempo dos colaboradores obtêm-se mais informações para administrar a organização (tempo, tarefas, custos e preços).

·         Clientes bem assessorados e satisfeitos com o trabalho do contador.
o   a cobrança de preços justos aproxima o contador do cliente, que reconhece pagar mais por um custo benefício altamente vantajoso;
o   esta proximidade permite ao cliente receber apoio para a gestão da empresa, tornando mais fácil a análise das informações e a obtenção da rentabilidade desejada.

·         Empresas duradouras e/ou longevas.
o   cercadas de profissionais competentes e continuamente atualizados  assessorando-as na geração e análise das informações, as empresas durarão mais.

·         Qualidade de vida aos cidadãos.
o   a oferta de mais empregos com remuneração justa diminui a taxa de desemprego;
o   empresas bem estruturadas que crescem e perpetuam reduzem o desperdício gerado pelas empresas que quebram, aumentando a arrecadação dos tributos que retornam para a população por meio do investimento na saúde, educação, estradas etc.

Os contadores, mais especificamente os empresários contábeis, devem dar o primeiro passo para conhecer com afinco a metodologia de precificação justa e aplicar em seus negócios. Claro que exige tempo e determinação. Veja, por exemplo, que para se graduar em contabilidade são necessários ao menos quatro anos.

Faça bem a sua parte e verá como é bonito o efeito dominó que se desenvolverá. 

Tags: dominó, preço justo, honorário, remuneração.